Ler é um hábito que agradeço a Deus por possuir. Não apenas porque é prazeroso, mas porque ajuda a entender o que outros fotógrafos pensam, se inspiram. Abre a cabeça.
E por mais que já tenha lido, sempre surge algo surpreendente.
Comecei esta semana um chamado “Visual Poetry“, escrito por Chris Orwig. Tô bem no comecinho, mas basicamente ele utiliza o gosto pessoal pela poesia como alicerce para falar sobre criatividade fotográfica.
Num dos tópicos, ele comenta algo que nunca havia pensado, apesar de ser instintivo na maioria dos fotógrafos. Diz o escritor: “Algumas das coisas mais legais da vida são impossÃveis de explicar. O significado das melhores fotografias são quase sempre evasivos. Claro, podemos discutir sobre composição, regra do terço, teoria das cores, mas não adianta. As melhores fotografias nos tocam no sentimento e nos fazem pensar. Tiram nosso fôlego. São aquelas fotos que, inexplicavelmente, você se sente orgulhoso e gratificado por tê-las feito.”
Li isso e coloquei um marcador de página para refletir um pouco. Voltei a olhar algumas das fotos de casamento calmamente. Sou partidário do “menos é mais”. Detesto equipamento em excesso, intervenções nas cenas e firulas desnecessárias. Não condeno quem faça, é apenas uma questão de caracterÃstica pessoal. Me sinto bem quando passo despercebido pelo casal. Quero que eles curtam o momento, não que se preocupem com o fotógrafo chato grudado neles na cerimônia.
A parte boa é que notei várias imagens que reforçam a ideia do livro. Daquelas que podem nem ser o exemplo supremo de técnica, mas que possuem um algo a mais que toca no sentimento.
A da noiva Samira, que posto abaixo, é uma delas.
Agora é continuar a leitura.






